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Uma postura correta garante mais qualidade de vida

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Problemas relacionados à coluna são, hoje, um dos maiores responsáveis pelo afastamento do trabalho no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os problemas relacionados à coluna só perdem para doenças psiquiátricas e doenças ocupacionais relacionados ao trabalho (DORT) e lesões por esforço repetitivo (LER), ficando em 3º lugar no número de queixas e afastamentos do trabalho.

Poucas pessoas parecem se preocupar com esse assunto. É preciso saber, no entanto, que uma postura correta garante uma maior qualidade de vida, evitando uma série de problemas de coluna. “Cada vez é maior o número de pessoas com problemas de coluna em todo o mundo. No Brasil, as estatísticas apontam que 85% das pessoas têm, já tiveram ou terão problemas relacionados à coluna. Mas uma postura correta nos oferece uma maior qualidade de vida. E é muito simples cuidar da postura ao realizar as atividades simples do dia a dia”, explica Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O Dr. Haim dá algumas dicas, fáceis de seguir e que irão garantir uma melhor postura no dia a dia das pessoas.

Ao abaixar: “As pessoas geralmente se curvam para abaixar. Ao realizar o movimento desta forma, as costas poderão sofrer uma lesão. A posição correta ao abaixar com maior conforto é flexionando ou apoiando os joelhos no chão”.

Ao pegar peso no chão: “Jamais sobrecarregue suas costas, curvando-se ao pegar algum objeto pesado no chão. É preciso flexionar os joelhos para dividir o peso do corpo e da carga com as pernas. E jamais tente levantar algum peso que está acima de sua capacidade. Procure ajuda”.

 

 

 

 

 

 

 

 

No computador: “Muitos trabalhadores que passam horas em frente ao computador se queixam de dores na coluna. É preciso manter a cadeira próxima à mesa de trabalho. As costas devem estar retas e totalmente apoiadas no encosto. Uma boa dica é observar a altura da cadeira, para que a mesa fique numa determinada altura que possibilite que seu cotovelo forme um ângulo próximo a 90 graus e os ombros fiquem relaxados. Os pés devem ficar apoiados sobre o chão ou em um apoio apropriado. As pernas também devem formar um ângulo de 90 graus. De tempos em tempos, é bom interromper o trabalho para levantar e esticar o corpo. Alguns exercícios de alongamento são importantes e lhe ajudarão a relaxar”.

Ao subir escadas: “Mantenha-se ereto e jogue o peso do corpo na perna de trás, evitando curvar muito as suas costas. Utilize o corrimão sempre que possível”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao dormir: “É fundamental buscar uma posição correta para evitar problemas e dores na coluna. Não durma de barriga para baixo e evite se manter rigidamente esticado. O ideal é dormir de barriga para cima, o que somente 2 % da população consegue. Se for deitar de lado, coloque um travesseiro entre os joelhos. O travesseiro onde a cabeça estará apoiada não deve ser grosso nem fino demais. O ideal é que ofereça apoio ao pescoço, mantendo-o alinhado em relação à coluna e preenchendo as curvas normais da coluna cervical. É bom lembrar que uma boa noite de sono é fundamental para a nossa saúde”.

Ao utilizar a pia ou passar a roupa: “Essas duas atividades exigem que o corpo fique ereto, mas não rígido. Coloque um dos pés ligeiramente na frente do outro e flexione a outra perna levemente para garantir um descanso para suas costas. A altura da pia ou tábua de passar deve ser suficiente para o corpo não ficar curvado ou com os braços muito levantados. Uma boa idéia é usar um banquinho para apoio dos pés, trocando-os de tempo em tempo”.

Ao varrer a casa: Nunca curve as costas. Se mantenha ereto e, sempre que necessário, flexione levemente os joelhos. Uma mão sempre deve estar segurando a extremidade do cabo e a outra vai à altura um pouco acima da cintura. Utilize uma vassoura com um cabo que tenha altura acima do seu ombro”.

Ao carregar sacolas: “Divida sempre o peso entre as duas mãos ou preferencialmente traga o peso contra o seu peito. Desta forma, você manterá sua coluna balanceada”.

O Dr. Haim Maleh finaliza lembrando que as pessoas devem procurar um especialista caso sintam dores regulares, por menor que sejam, para que uma avaliação médica possa apontar qual o problema e o tratamento adequado. “Muitas vezes, um pequeno problema, fácil de ser solucionado, acaba virando um problema muito maior por falta de cuidados. É sempre importante buscar um médico  fisiatra ou reumatologista para uma avaliação correta”, afirma ele.


Congestionamento do trânsito pode fazer mal à saúde dos ossos e músculos do motorista

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Comum a todas as metrópoles, o congestionamento do trânsito provoca muito mais do que ansiedade e irritação nos motoristas. Este problema das grandes cidades pode fazer, também, mal à saúde dos ossos e músculos dos motoristas. Fadiga muscular e desga...

Comum a todas as metrópoles, o congestionamento do trânsito provoca muito mais do que ansiedade e irritação nos motoristas. Este problema das grandes cidades pode fazer, também, mal à saúde dos ossos e músculos dos motoristas.

Fadiga muscular e desgaste nas articulações

“Permanecer sentado durante um longo congestionamento certamente sobrecarrega a musculatura e a estrutura óssea da região lombar das costas. Isso pode provocar uma lombalgia, por exemplo. Muita gente diz que já está acostumada com o trânsito pesado, mas os danos podem ser inevitáveis”, garante o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ele, o movimento repetitivo da troca de marcha pode causar tendinite nos punhos ou bursite na região dos ombros. Por sua vez, o ato de frear e pisar na embreagem repetidamente pode causar dores nas articulações dos tornozelos e nas pernas. O Dr. Marcio sugere que o motorista evite movimentos bruscos com as pernas e faça ao longo do trajeto movimentos lentos e graduais com o pescoço, para a esquerda e para a direita, o que colabora para uma melhor mobilização muscular e da articulação na região cervical.

“Um congestionamento pode ter consequências parecidas a uma longa viagem de avião, com fadiga muscular e desgaste nas articulações. O ideal é o motorista dar uma pequena parada, em um posto de gasolina, por exemplo, sair do carro e esticar as pernas por alguns poucos minutos”, diz o médico.


Obesidade, porta aberta para a artrose

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"A gordura em excesso no organismo do obeso pode agredir e destruir a cartilagem das juntas, daí o paciente obeso ter maior tendência para desenvolver esse tipo de problema."

Todo mundo sabe que a obesidade é uma porta aberta para uma série de doenças. Poucos, no entanto, costumam associar o sobrepeso aos problemas das doenças da articulação, como a artrose. A verdade é que a obesidade pode, sim, contribuir para a artrose, principalmente nos joelhos, no quadril e na coluna.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), praticamente metade da população brasileira, acima dos 20 anos, apresenta sobrepeso. Trata-se, de fato, de um alerta sério, que mexe com a saúde do brasileiro. “A gordura em excesso no organismo do obeso pode agredir e destruir a cartilagem das juntas, daí o paciente obeso ter maior tendência para desenvolver esse tipo de problema”, explica o fisiatra Antônio D’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O que é artrose

A artrose é uma das doenças reumáticas mais comuns, que mais levam pessoas aos consultórios médicos. Ela acomete tanto homens quanto mulheres, e é um erro pensar que é uma doença exclusiva da terceira idade. A artrose é uma doença articular degenerativa, que incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos, e não tem cura.

O Dr. Antônio diz que o tratamento deve ser iniciado logo, o quanto antes, ao menor sinal de dor nas articulações. A obesidade, neste sentido, deve ser combatida. “Alongamentos são fundamentais para o alívio das dores. Mas somente após perder peso que o paciente poderá praticar atividades físicas sem impacto, como andar de bicicleta, musculação, hidroginástica ou natação. O médico devo orientá-lo neste sentido. Perder peso é fundamental, principalmente para aqueles que têm sobrepeso e artrose na coluna, no quadril ou nos joelhos”, determina o médico do CREB.

Exames e tratamento

A artrose é identificada por meio de exame radiográfico, mas o Dr. Antônio diz que há dois exames que podem ajudar muito a entender como está o processo do paciente e para propor o melhor tratamento. “A baropodometria computadorizada localiza os pontos de apoio na planta do pé durante a pisada e faz a mensuração precisa da pressão exercida sobre cada um destes pontos. A avaliação isocinética computadorizada, por sua vez, mostra o movimento articular, apontando deficit e desequilíbrios musculares, que podem levar ao desgaste prematuro das articulações”.

O fisiatria diz que a realização destes dois exames pode ser decisivo para o tratamento. E diz que o CREB dispõe de um tratamento muito moderno, chamado viscossuplementação: injeções intra-articulares de ácido hialurônico, ou seja, o mesmo componente do líquido sinovial de uma articulação saudável. De acordo com o Dr. Antônio, são feitas aplicações, por médico especialista, no próprio consultório, podendo repetir o procedimento após o período de seis meses a um ano.



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